Como fica a poesia, para não dizer a cultura toda, com o fato de termos explicações sobre a origem da cultura, do homem e do universo, pela via científica, como temos hoje?
Que chave se coloca ao poeta? Eu me vejo assim muitas vezes pois não há mais um pensamento mítico "explicativo" e nem um misterio mas questões científicas e filosóficas colocadas e discutidas por muitos. A poesia não pode regredir a um esconderijo fora dessa cultura atual. Afetos, amores, são corriqueiros, coisas de humanos mesmo. Portanto, o que temos é o mundo em que vivemos e nosso conhecimento dele. Eu parto daí para escrever poesias apesar de não ser dedicado a elas como gostaria se pudesse.
17.12.14
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
É o próprio poema que provoca a escuta ou leitura poética. Este estado em que a leitura ou audição leva ao poético é tal como quando se escreve poesia. Parece mesmo um mistério, pois não é apenas a imaginação, a metáfora, mas diz algo com sentido, é conhecimento. Mas não é dito como uma pensamento, é um uso da linguagem fantástico, o que tb leva a uma imprecisão maior que um texto objetivo.
Se entra no 'espaçotempo' artístico.
Se entra no 'espaçotempo' artístico.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Essa argumentação sobre a "apócrise" apresentada por Antônio Cícero , a defesa de um eu absoluto me parece impossivel. Nem penso que Kant tenha isto em sua filosofia crítica. O que ele pretende é argumentar um novo modelo de pensamento crítico, racional, que pergunta sobre as questões porque ele descobre que apenas nó, coma razão-conhecimento ou cognitiva levantamos essas questões. É claro que apresenta uma parte analítica, onde pretende analisar a própria razão não levando em conta seus conteúdos captados pelos sentidos, sentimentos e imaginação, mas ela própria "pura" como ele dizia naquela época. E pretende estar fazendo isto com a própria razão em geral - como tb dizia ele - não mais do eu mas a razão científica que seus antecessores apresentavam e que não precisa da experiência imediata do mundo, pessoal, vivencial, para ser apresentada - veja o caso do espectro luminoso.
A analítica da razão mesma constrói uma filosofia que, em todo caso, partiu da experiência de outros e da própria para abstrair delas e perguntar pela razão mesma como era ela, como conhecemos, como é possivel que conheçamos e qual a validade do conhecimento que apresentamos, para termos critérios de avaliação do discurso cognitivo, seja ele qual for.
Depois apresenta as conclusões a que chega sua filosofia na dialética transcendental, mostrando que tanto argumentações empíricas como especulativas podem apresentar-se como corretas e, portanto, o que há é a questão crítica de pensá-las. Portanto, não há um saber absoluto mas crítico, analítico, que mostra que o conhecimento é algo da razão, construído pela razão e a experiência e argumentado sendo este o ápice a que se chega.
Quanto ao "absoluto" é mais um argumento ontológico ou epistemológico ou cosmológico que vale tanto quanto seu oposto e que, portanto, precisa passar por uma crítica.
A analítica da razão mesma constrói uma filosofia que, em todo caso, partiu da experiência de outros e da própria para abstrair delas e perguntar pela razão mesma como era ela, como conhecemos, como é possivel que conheçamos e qual a validade do conhecimento que apresentamos, para termos critérios de avaliação do discurso cognitivo, seja ele qual for.
Depois apresenta as conclusões a que chega sua filosofia na dialética transcendental, mostrando que tanto argumentações empíricas como especulativas podem apresentar-se como corretas e, portanto, o que há é a questão crítica de pensá-las. Portanto, não há um saber absoluto mas crítico, analítico, que mostra que o conhecimento é algo da razão, construído pela razão e a experiência e argumentado sendo este o ápice a que se chega.
Quanto ao "absoluto" é mais um argumento ontológico ou epistemológico ou cosmológico que vale tanto quanto seu oposto e que, portanto, precisa passar por uma crítica.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
sábado, 26 de julho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
CRESCIMENTO E ABERTURA EUROPÉIA
A POLÍTICA EUROPÉIA DEVERIA SER DE ABERTURA PARA O MUNDO, DE PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA E DAS POLÍTICAS SOCIAIS... E NÃO DE TEMER O MUNDO, DE CORTAR A COOPERAÇÃO E SER ASSISTENCIALISTA APENAS E APOIAR GUERRAS E OTAN. Desde a COP 15 na Dinamarca que houve uma retração da europa na participação mundial política e cultural, uma coisa entimidada. A política de cooperação econômica e científica-tecnológica foi cortada e quem liderou isto foi o representante das relações exteriores da Alemanha. Foi e é um equívoco. Porque a social democracia não é algo válido e funcional hj? Pois se é justamente isto o que há de melhor, o que se espera da sociedade e da democracia.
A europa precisa se abrir de novo, mostrar seus valores democráticos e humanistas, e sociais. Deixar de favorecer biçlhonários do sistema financeiro e produtivo; deixar de seguir os eua, que tem sua política econômica atrelada aos financiamentos exteriores. Deveria comprar os títulos das dívidas dos estados e aliviar os países em sua gestão para o crescimento deles e da renda da população. Deixar pra lá os EUA. Há enorme equívoco até ideológico aqui.
O que há é uma política muito conservadora. Tem de mudar isto.
A europa precisa se abrir de novo, mostrar seus valores democráticos e humanistas, e sociais. Deixar de favorecer biçlhonários do sistema financeiro e produtivo; deixar de seguir os eua, que tem sua política econômica atrelada aos financiamentos exteriores. Deveria comprar os títulos das dívidas dos estados e aliviar os países em sua gestão para o crescimento deles e da renda da população. Deixar pra lá os EUA. Há enorme equívoco até ideológico aqui.
O que há é uma política muito conservadora. Tem de mudar isto.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
POESIA E AUTORIA - WALLY S... TOTAL
Recebi o livro Poesia Total do Wally mas logo no início tem uma citação dele que preferi criticar logo. Quando ele diz que o autor é falível, é vulnerável, etc... e não tem a palavra final. Numa interpretação ampla, é isto, mas o que ocorre quando se lê um poema é a interpretação que se faz dele baseado naquilo que se sabe, que por sua vez depende do que se aprendeu dos outros e por si mesmo. Isto, realmente, é um estado constante mas o poema pode ter uma chave que o fecha e facilita sua interpretação, até a criticá-lo.
A magia da poesia está no seu uso das palavras.
A magia da poesia está no seu uso das palavras.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Vendo o Fausto, um livro de formação, ali se escreve o que já foi escrito de uma nova maneira, talvéz. Mas não sei até acabar. Por outro lado, há novidades sim, na cultura, na história, na ciência. E até na poesia: não? Será que essa antropologia da mesmice humana prevalece, vai prevalecer? Nada se diz de novo, só se diz de maneira nova? Não se conhece nada de novo do ser humano, que ele começa pela sensualidade, depois a sociedade, os fazeres e a política e, enfim, a verdade? Mesmo a verdade muda; mas a ética tb muda.
Desafios da cultura para o individuo chegar a ser na sua época.
E, por outro lado, o que já se sabe para decifrar os enigmas que surgem e não se enganar com eles. O mundo das experiências e das escolhas.
21.4.14
Desafios da cultura para o individuo chegar a ser na sua época.
E, por outro lado, o que já se sabe para decifrar os enigmas que surgem e não se enganar com eles. O mundo das experiências e das escolhas.
21.4.14
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