sábado, 19 de setembro de 2015

NEM ABSOLUTO NEM RELATIVO

Não há vida após a morte, nada é para sempre. Até a cultura desaparece e pode sumir toda. Nada é para sempre!

There is no life after death, nothing is forever. To the culture disappears and you can all go away. Nothing is forever!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A MELANCOLIA Georg Trakl



      A MELANCOLIA
És poderosa, boca escura,
No íntimo, imagem formada
De nuvens de outono,
Silêncio dourado da tarde;
Grande corrente de brilho verde
Na região de sombras,
De pinheiros quebrados;
Um lugarejo
Que desfalece abnegado em imagens marrons.

Eis que saltam os cavalos negros
Em prado brumoso.
Soldados!
Da colina onde o sol rola morrendo
Jorra o sangue que ri  -
Sob carvalhos
Atônitos! Oh, rancorosa melancolia
Do exército; um elmo cintilante
Caiu tilintando de fronte púrpura.

Noite outonal vem tão fresca,
Brilha com estrelas
Sobre quebradas ossadas de homens
A silenciosa monja. 
(1914)   Georg Trakl

Tradução de Cláudia Cavalcanti. Livro "de Profundis" Georg Trakl. Ed. ILUMINURAS 1994

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Algo se move

Algo de interessante neste poema, orgânico, uma visão orgânica, que já vi sendo referida a Goethe, a vida, Poema de Jorge Salomão "algo se move"

quarta-feira, 15 de abril de 2015

ENGANADOS E DESENGANADOS

A poesia não vai contra a ciência e a tecnologia, ela complementa um mundo cultural e politico de sentido e de ação.
A poesia é salvação diante da naturalização ou visão naturalista de Heidegger que naturaliza a poesia.
Ser não é tempo. O tempo é natural; o ser é cultural.

quinta-feira, 19 de março de 2015


 
INTERPRETAÇÃO E VERDADE

      A dupla interpretação é o que se deve fazer. Ao interpretar Hölderlin com todos aqueles critérios, incluindo o que pensa o leitor, sua interpretação dos intérpretes, tb o intérprete deve ser interpretado para saber quem ele é, pois para nós, mesmo se referindo a nós mesmos, fazemos uma interpretação sendo impossivel uma verdade bruta,, um saber bruto, sem ser interpretado ou sem que seja uma interpretação.[como se fosse uma percepção corriqueira do mundo]. Este é o nível crítico que já se encontra na teoria de H-G Gadamer, na de Habermas  e de outros [ Antony Guidden].
Pode-se perguntar, qual o critério da interpretação então, se tudo é interpretação? Mas este é justamente o caso, não há um fundamento último fora da interpretação e o que apresenta-se como critério é algo desenvolvido pelos intérpretes, algo pensado por eles.
O que é uma análise psicológica senão uma interpretação? Esteja baseando-se na psicanálise de qualquer tipo ou fora da psicanálise, o que se faz é uma interpretação do sujeito, do indivíduo.
E se o indivíduo tem um acesso privilegiado a si mesmo, que outro não tem, apenas ele inclui na sua auto-interpretação o que sabe, vivencia, aprende e pensa/opina. O outro faz a sua interpretação dele.

terça-feira, 3 de março de 2015

HERMENÊUTICA E HÖLDERLIN

Não se pode ler HÖderlin  como se fosse literal, mas só interpretado. Interpretamos o que ele estaria dizendo e queria dizer, etc... Senão é um delírio.
Além do mais tem de ir fundo e saber a história dele com a grécia antiga e seus propósitos políticos, filosóficos e artísticos. Afinal, o que ele faz é uma interpretação. E há referencia fácil disso.
Então, a compreensão de seus poemas faz sentido.
Outra coisa ainda seria escrever algo relacionado ao seu poema ou poesia, o que alguém pensa ou pensou ao ler, etc.. a interpretação do leitor/interprete.  Aliás esta é a condição de qualquer texto ou fala.

HERMENÊUTICA E HÖLDERLIN