quinta-feira, 19 de março de 2015


 
INTERPRETAÇÃO E VERDADE

      A dupla interpretação é o que se deve fazer. Ao interpretar Hölderlin com todos aqueles critérios, incluindo o que pensa o leitor, sua interpretação dos intérpretes, tb o intérprete deve ser interpretado para saber quem ele é, pois para nós, mesmo se referindo a nós mesmos, fazemos uma interpretação sendo impossivel uma verdade bruta,, um saber bruto, sem ser interpretado ou sem que seja uma interpretação.[como se fosse uma percepção corriqueira do mundo]. Este é o nível crítico que já se encontra na teoria de H-G Gadamer, na de Habermas  e de outros [ Antony Guidden].
Pode-se perguntar, qual o critério da interpretação então, se tudo é interpretação? Mas este é justamente o caso, não há um fundamento último fora da interpretação e o que apresenta-se como critério é algo desenvolvido pelos intérpretes, algo pensado por eles.
O que é uma análise psicológica senão uma interpretação? Esteja baseando-se na psicanálise de qualquer tipo ou fora da psicanálise, o que se faz é uma interpretação do sujeito, do indivíduo.
E se o indivíduo tem um acesso privilegiado a si mesmo, que outro não tem, apenas ele inclui na sua auto-interpretação o que sabe, vivencia, aprende e pensa/opina. O outro faz a sua interpretação dele.

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